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sábado, 28 de novembro de 2009

Zine-se!

por Karina Oyama Siqueira
Turminha do CR mostrando seus fanzines!

Fanzine, é uma palavra que pode ser desconhecida para alguns, mas que é um excelente instrumento pedagógico.
Esclarecendo: fanzine é uma pubilicação independente produzida, editada, copiada e distribuida ou vendida pelo seu próprio autor ou autores. A palavra vem da abreviação de fanatic magazine, ou seja, era uma revista feita por fãs para trocarem figurinhas sobre seus ídolos. Com o tempo os assuntos foram se ampliando e hoje em dia existem fanzines dos mais diversos assuntos, tipos e modelos.
Seu uso como instrumento pedagógico é bem simples e é parecido com o passo a passo de se montar um jornalzinho. A diferença é que o fanzine não precisa de regras ou de digitação. E é legal porque quase tudo é feito pelos alunos. São necessários dois momentos distintos para uma oficina de fanzine: a primeira parte, onde é produzido o fanzine e a segunda onde ele é montado e distribuido.
O primeiro passo é definir o tema que que será abordado e o nome que o fanzine terá. Depois, cada um, de forma espontânea, com colagens, desenhos, textos ou uma mistura de tudo faz a sua página (cujo tamanho será definido de acordo com o tamanho do fanzine final). O importante é deixar a imaginação correr solta. Depois de tudo feito é hora do educador colocar a mão na massa. As páginas são colocadas estratégicamente para formar o fanzine. Isso pode ser feito colando as páginas feitas pelos alunos em páginas em branco já com o formato final do fanzine, ou então, pode-se scannear as obras e montar tudo no Corel Draw ou no Photoshop.
Com o original em mãos é só ir até a xerox mais próxima e fa
zer quantas cópias quiser.
No encontro seguinte as cópias são montadas e grampeadas
junto com os alunos. E aí chega a parte mais bacana: distribuir a obra que eles fizeram - você consegue sentir neles o orgulho ser o autor de alguma coisa, que pode parecer pequena, mas também pode ser a semente de um novo escritor, blogueiro ou por que não, fanzineiro!

Olha aqui algumas páginas do fanzine da Turminha CR (turma de crianças, de 9 a 11 anos, da ONG 2A):


Achou muito complicado? Aqui tem algumas dicas de fanzines mais simples e também de outras atividades para crianças dessa faixa etária.
Quer conhecer meus fanzines? São dois: Kakarekos (que agora é só virtual) e EntreMundos (que tem a versão de papel e a virtual).

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Que tal contar uma história?


Você que é voluntário, já pensou em utilizar histórias para iniciar o debate?

A arte de contar histórias é antiga, e uma de suas utilidades é o repasse de experiências. Ao contarmos uma história para outrem, estamos compartilhando vivências, sejam nossas ou de outras pessoas.

Quem ouve a história tem a oportunidade de concordar ou não com as ações dos personagens, e é aí que podemos trabalhar a criticidade do ouvinte. Por isso, tão importante quanto compartilhar uma história é reservar um espaço, no qual os ouvintes possam expressar as suas opiniões. Se concordam ou não com os atos dos personagens e com o desenrolar da história. A partir disso, podemos discutir sobre assuntos importantes, como direitos humanos, cidadania, e tantos outros.

A contação de histórias pode ser aplicada a diversas faixas etárias. O importante é escolher a história de acordo com o tema abordado, e adaptar a linguagem para cada idade.

Ao contar histórias para crianças, por exemplo, é importante utilizar uma linguagem leve, e elementos lúdicos para despertar a imaginação.

Nós, educadores da Turma do Conto (grupo de crianças de 5 a 8 anos), utilizamos uma história diferente a cada encontro.

Um esquema de sucesso foi o seguinte: escolhemos a história “Dois de Cada Vez”-sobre união e companheirismo; levamos desenhos dos personagens da história para cada criança colorir; contamos a história utilizando as figuras coloridas e realizando uma dinâmica, na qual enfileiramos os pares de chinelos dos participantes da turma como se fosse uma ponte. Dividimos as crianças em dois grupos. Cada grupo ficou na extremidade da ponte.

O desafio era passar dois de cada vez cuidando para que o companheiro não caísse da ponte imaginária; depois disso, sentamos e conversamos sobre o conto, solicitando que os meninos e meninas falassem sobre o tema principal da discussão. Foi neste momento que eles compartilharam as suas experiências e opiniões sobre união e companheirismo. No final, fizemos um apanhado das opiniões, e destacamos os pontos principais de aprendizado, mostrando como aplicá-los nas suas relações com família, ONG 2A, amigos e a comunidade.


E você, que tal contar uma história?