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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Meio ambiente: uma questão de cidadania.

por Júlia Brito

O mundo tem acompanhado, desde o dia 7 de dezembro, a conferência de Copenhague, na Dinamarca, em que o meio ambiente é pauta de discussão. Os temas em debate, a priori, têm propósito nas mudanças climáticas aferidas pelo planeta, desde a revolução industrial. Impõe, destarte, a redução da emissão de gases, não somente o CO2, responsáveis pelo efeito estufa. Esta conferência, das Nações, que reúne dezenas países, irá substituir o protocolo de Kyoto, vigente desde 2005.

Falar do meio ambiente, é uma preocupação crescente, ao longo dos anos, mas tomou destaque, principalmente, a partir da promulgação da Constituição Federal vigente, em 1988. Desta forma, a CF/88, abordou, ineditamente, o assunto Meio Ambiente em seu dispositivo quando enunciou:

Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.

O meio ambiente é um direito não só individual, mas de todos, e, por assim ser, é uma questão de exercício de cidadania. Temos direito de usufruir um meio ambiente ecologicamente equilibrado, mas para termos este direito, é imperioso que a sociedade, coletividade, faça o seu papel de proteção, preservação e reparação, para propiciar o uso e gozo, coletivo e individual, até as gerações futuras.

Com isso, torna-se imprescindível a abordagem deste tema na nossa ONG, que tem como proposta o resgate da cidadania de jovens, adolescentes e pais. Inserir uma consciência ambiental é pressuposto para termos de fato mudanças positivas no nosso ambiente.

A foto abaixo é um exemplo de uma de nossas ações, desenvolvidas em sala de aula...

(Turma do AD confeccionou um cartaz mostrando a degradação ambiental e as suas conseqüências.)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Brasil, um país de todos

por Júlia Brito

O Brasil, como um Estado Democrático de Direito, em que a norma (entenda-se lei) de uma forma geral deve ser obedecida, tem como fundamento, dentre outros, a cidadania.

Para quem não sabe, a ONG 2A – Acreditando e Aprendendo - tem como objetivo o resgate da cidadania de Adolescentes e crianças da Comunidade Santa Filomena, situada no Jangurussu, Fortaleza/Ce. Mas, o que seria a cidadania? De forma sucinta, cidadania é o conjunto de direitos e deveres inerentes ao cidadão. É com a cidadania que o homem/mulher, por exemplo, tem a possibilidade de participar das decisões de sua comunidade, de seu governo. É com ela que se regulamenta a vida em sociedade, com imposições normativas, que devem ser cumpridas, caracterizando-se, assim, os deveres do cidadão. É o acesso à justiça e a oportunidade para todos. É o direito à vida, à saúde, à educação, à moradia, ao transporte, etc; seja da cor, da raça, do sexo que for. É a liberdade e os direitos civis, sociais, políticos e econômicos, e, o mais importante, é o conhecimento desses direitos e deveres para, finalmente, colocá-los em prática.

Porque então temos como intuito o resgate da cidadania dos jovens desta comunidade? O trabalho da ONG iniciou justamente vislumbrando a carência da população em informações. Infelizmente, a sociedade como um todo carece de conhecimento, sendo mais visível este padecimento, historicamente, nas comunidades mais carentes. Nos países subdesenvolvidos, como é o caso do Brasil, em que há uma grande disparidade social e que se criou uma “cultura” de que o dinheiro ainda “compra” educação, a escassez de recursos e de expectativas e possibilidades de aferimento de renda melhor ensejaram a falta de inclusão social, no sentido de haver precariedade na disseminação de informações, que são comumente obtidas em sala de aula.

O trabalho voluntário, como muito bem posto no post abaixo, veio justamente calhar nas lacunas ai existentes. Nosso trabalho, especificamente, é dar a quem quer e necessita conhecimento sobre o que é a cidadania e como coloca-la em prática. E, com isso, trabalhamos os temas de saúde reprodutiva, política, trabalho, cultura, história, sem esquecer, claro, da inclusão de valores sociais, como a abordagem da família e a sua importância. É basicamente nisto que consiste o nosso trabalho e iremos continuar a nossa luta a fim de que realmente faça sentido quando se diz “Brasil, um país de todos”.